Que tipo de site Mobile o Google prefere?

Que tipo de site Mobile o Google prefere?

Provavelmente se alguém já me perguntou isso, a resposta que teve foi: Depende!
Ontem o Google publicou mais um post que reforça o Update Mobile anunciado no dia 21 de Abril do ano passado. Para além disso, já tivemos confirmação que o volume de pesquisas mobile ultrapassou o volume de pesquisas em desktop em Outubro de 2015. Na mesma altura em que foi publicada a atualização algorítmica, foi até disponibilizada uma ferramenta para testar a compatibilidade dos sites com dispositivos móveis, e se estes estão aptos a serem reconhecidos nos resultados de busca como “Mobile Friendly”, ou em português “Para Mobile”. Porém, como toda a ferramenta depende de um ser pensante que a opere para conseguir ser usada e tomar decisões acertadas; uma ferramenta que seja usada de uma maneira banal irá apenas lhe entregar um resultado binário. Ou seja, um SIM ou um NÃO. Depois temos também a desinformação apregoada aos sete ventos por “entendidos em SEO”, que proferem — sem pensar muito — coisas como “O Google falou que prefere Responsivo, então vamos fazer Responsivo”; ou “Responsivo ranqueia melhor no Google”; ou ainda “Se não estica e encolhe com a tela, não é mobile”; etc.

Diferentes tamanhos de tela mobile
Diferentes tamanhos de tela mobile para cada marca de smartphone

Validação e Testes Mobile Friendly

Já lidei com muita ferramenta de análise e validação. Das mais inteligentes que usei enquanto funcionário do Google, não tenho mais acesso a elas. Porém, com os meus colegas e ex-colegas engenheiros e analistas aprendi algo que levo como regra: Nenhuma ferramenta substitui o cérebro. A capacidade de ponderação e interpretação de contexto do ser humano, não deve NUNCA ser ignorada em favor de um dado isolado cuspido por uma ferramenta — independentemente se ela custa $399 por mês, $99 ou custa zero.
Qualquer dado fornecido por uma peça de software deve ser interpretado como um Norte, uma tendência, um talvez. A decisão final em qualquer projeto deve incluir fatores ponderados e interpretação de contexto, levando sempre em consideração o objetivo a ser alcançado. Se você não tem um plano ou um objetivo, qualquer jeito serve.

Mas se valida como Mobile Friendly, não chega? Se essa pergunta ainda não ganhou medo da sua capacidade de interpretação e saiu correndo da sua cabeça… A resposta é: Depende!
Mas depende de quê? Depende do seu objetivo. Por exemplo: seu site é um site onde pessoas consomem e lêem conteúdo ou tomam ações e compram produtos? Se é um site de notícias onde o objetivo do usuário é consumir conteúdo, uma design responsivo talvez atenda a necessidade. Já em um e-commerce ou site de varejo que tenha uma necessidade de incluir mais pontos de toque e zonas de interacção com o usuário, talvez seja melhor pensar em uma configuração Dynamic Serving.

Para tomarmos decisões acertadas precisamos conhecer a fundo como cada configuração mobile funciona. O que ela permite e talvez o mais importante, o que ela não permite.

Configurações SEO para sites Mobile

Uma das minhas maneiras favoritas de perceber se alguém realmente sabe do que está falando, é escutar a pessoa explicando os diferentes tipos de configurações para sites Mobile. Ou como elas justificam um tipo de configuração em detrimento de outras. Apesar de estar tudo explicado e documentado — aparentemente nunca ninguém leu! O Google falou Responsivo, tá falado! Para além disso, aquele “expert” do link building que sempre escreve sobre SEO, também falou que é melhor.

Vamos entender de uma vez alguns pontos pertinentes:

  • Mobile e Smartphones não são necessariamente a mesma coisa: Por exemplo, você precisa de um Sitemap XML para uma configuração mobile clássica (os celulares antigos XHTML/WML, cHTML, etc.), mas não para uma configuração mobile para Smartphones;
  • Existem apenas 3 tipos de configuração Mobile. Não são 2, nem 4; são 3: Design Responsivo; Serviço Dinâmico e Site Adaptativo;
  • Um Design Responsivo não tem qualquer vantagem direta sobre outros tipos de configuração: Porém, alguns tipos de configuração podem permitir uma otimização melhor que outros no que respeita recursos servidos;
  • O Google não considera Tablets como dispositivos Mobile.

Por volta de Abril de 2012, escrevi um post abordando como tratar usuários mobile e usuários desktop. Apesar da lógica explicada no post não ter sofrido muita alteração, existem algumas condições extra que precisamos considerar quando pensamos em adaptar um site existente, ou construir um novo site otimizado para mobile.
Antes de decidir que tipo de configuração vai adotar para o seu site, é preciso fazer um exercício de comparação entre os benefícios e limitações para cada tipo de configuração Mobile, ou mesmo como essa decisão vai impactar o site de um ponto de vista de conversão e experiência do usuário.

Configuração Mobile com Web Design Responsivo

Um site com Design Responsivo apresenta algumas características que podem ser vistas como um benefício ou uma limitação dependendo do objetivo que o site pretende atingir:

  • Usa as mesmas URLs que a versão Desktop, logo não existe duplicação de conteúdo;
  • Arquivos JavaScript e CSS são sempre os mesmos para qualquer aparelho;
  • O HTML é o mesmo, ele apenas se adapta ou “responde” ao tamanho de tela;
  • Não é necessário preocupação em detectar User-Agents (UAs): Informação no software que o usuário utiliza e faz uma distinção entre robôs e humanos e respectivas configurações de dispositivo usado;
  • Não precisa de manutenção extra, pois tecnicamente, qualquer alteração na versão desktop, irá ser refletida em qualquer dimensão de tela.

Como implementar Web Design Responsivo: Teoricamente é apenas necessário um esforço extra na parte de desenvolvimento do layout do site. Grande parte da adaptação mobile acontece através do reconhecimento das diferentes dimensões de tela, para as quais podem existir diferentes dimensões de layout especificadas através de “media queries” no arquivo CSS e tags <picture> em HTML5, que ajudam a definir diferentes dimensões de imagens a serem servidas.

Fraquezas comuns: Como os arquivos HTML, CSS e JS servidos são tecnicamente os mesmos, por vezes podemos facilmente atingir um limite na otimização de recursos.Por muito que os arquivos sejam compactados ou otimizados, nada substitui eliminar código redundante ou que não é usado pelo dispositivo para o qual o site está sendo servido.

Configuração Mobile com serviço Dinâmico ou “Dynamic Serving”

Um site com uma configuração Dinâmica é talvez o mais “otimizável” de entre todas as opções de configuração mobile. Esta configuração tem características como:

  • Usa as mesmas URLs que a versão Desktop, logo não existe duplicação de conteúdo;
  • Arquivos JavaScript e CSS podem ser diferentes dependendo do aparelho;
  • O HTML pode ser diferente dependendo do aparelho e podemos controlar a quantidade de conteúdo servido de acordo com o tamanho da tela ou capacidade do dispositivo;
  • É necessário um preocupação em detectar User-Agents (UAs): Informação no software que o usuário utiliza e faz uma distinção entre robôs e humanos e respectivas configurações de dispositivo usado;
  • Precisa de alguma manutenção extra, pois ele tecnicamente funciona como se fosse um site separado, porém utiliza as mesmas URLs.

Como implementar uma Configuração Mobile “Dynamic Serving”: Aqui é necessário primeiro ter duas (ou mais) versões do seu site. Em teoria são apenas necessárias duas, uma com HTML e todos os recursos necessários para uma renderização correta em desktop, e outra com um HTML e todos os recursos necessários para uma renderização correta em dispositivos mobile. É comum incluir tablets em um dos dois, porém em alguns casos talvez seja benéfica uma terceira versão… É uma decisão que depende dos objetivos do site — nesta configuração não existem redirecionamentos de URLs entre desktop e mobile, o que muda é o conteúdo servido. Após isso é necessário criar regras de segmentação no servidor; definindo que configuração vai ser servida para que tipo de dispositivo; normalmente essa segmentação é feita com base em User-Agent e Navegador. Como é possível a existência de diferenças no conteúdo servido entre os diversos dispositivos móveis, isso deve ser sinalizado através do uso de HTTP Vary nos cabeçalhos HTTP.

Fraquezas Comuns: Esta configuração faz um uso pesado da técnica “User-Agent sniffing” que é algo propenso a erros e que requer um refinamento constante. Os motores de busca não fornecem listas segmentadas de User-Agents, porém você pode descobrir vários sites na Internet que fornecem listas base para esse fim. De qualquer maneira, recomendo que leia com muita atenção a secção da documentação referente à identificação de User-Agent (em Inglês) para não cair em erros de Cloaking, algo que pode ser flagrado e punido algoritmicamente.

Configuração Mobile Adaptativa (URLs separadas)

Esta foi talvez a configuração que a grande maioria dos sites adotou ao início. Ela permitia não só um lançamento rápido de uma versão mobile sem muito trabalho extra de modificações no site desktop, mas também colmatava algum ceticismo inicial em relação à importância de um site mobile. O site mobile era visto como o “segundo site”, então ele deveria ficar em uma URL separada, como um subdomínio ou um diretório (m.example.com ou www.example.com/m/). Hoje em dia vivemos a realidade que mobile não é mais o “segundo site” e na verdade, está passando a ser o “primeiro site” para grande parte do mercado online. Um site Adaptativo tem algumas características como:

  • Usa URLs diferentes para cada configuração. Se não existir uma preocupação com o uso de anotações HTML através da tag rel=”canonical” e rel=”alternate” podemos facilmente começar a notar problemas de duplicação de conteúdo;
  • Arquivos JavaScript e CSS podem ser diferentes dependendo do aparelho;
  • O HTML pode ser diferente dependendo do aparelho e podemos controlar a quantidade de conteúdo servido de acordo com o tamanho da tela ou capacidade do dispositivo;
  • É necessário um preocupação em detectar User Agents (UAs): Informação no software que o usuário utiliza e faz uma distinção entre robôs e humanos e respectivas configurações de dispositivo usado;
  • É necessário uma preocupação com redirecionamentos (HTTP ou JS) de URLs 1 para 1, pois o usuário precisa ser redirecionado de uma URL específica desktop para uma URL específica mobile. Não é necessariamente imperativo fazer o redirecionamento inverso;
  • Precisa de alguma manutenção extra, pois ele tecnicamente funciona como se fosse um site separado, porém utiliza as mesmas URLs.

Como implementar uma configuração Mobile Adaptativa: Tal como na configuração dinâmica, precisam existir duas ou mais versões do website e as considerações são praticamente as mesmas. Porém, para além de uma preocupação em segmentar usuários de acordo com o User-Agent, precisamos também de ter uma preocupação adicional de redirecionar esses usuários para uma URL com a versão certa (ao invés de servir o conteúdo de forma direta e dinâmica). Não é necessário o uso de cabeçalhos HTTP Vary, uma vez que o conteúdo da URL não “varia”.

Fraquezas comuns: Tal como na configuração dinâmica, é necessário um uso pesado da técnica “User-Agent sniffing” em conjunto com redirecionamentos e mapeamento de URLs feito corretamente.

Erros comuns em configurações Mobile

Independentemente da configuração mobile adotada, é preciso considerar algumas boas práticas para o correto funcionamento e performance do seu site mobile, tanto nos dispositivos móveis de diferentes usuários, como na busca do Google. Assim, devemos evitar coisas como:

  • Bloqueio de JS, CSS, ou quaisquer recursos necessários para a correta renderização do site;
  • Conteúdo que depende de plugins e que não pode ser reproduzido em mobile;
  • Redirecionamentos que não respeitam a regra de 1 para 1. Por exemplo, enviando todo o tráfego mobile de diferentes URLs desktop para a home mobile.
  • Intersticiais que dificultam o acesso à informação na página. Comum com sites que pedem e-mail, likes no Facebook ou um modal para baixar um App.

Por fim precisamos manter em mente que, para qualquer uma das configurações, é necessário prever como vai funcionar o cacheamento de recursos necessários para o correto funcionamento do site, ou a configuração do CDN responsável pela distribuição. São aspectos que provavelmente irão precisar ser planejados em detalhe e com a necessária antecedência. Não podemos esquecer que, é sempre recomendado envolver todas as pessoas com conhecimento relevante e que podem contribuir para chegar na melhor solução. Por exemplo, o Webmaster normalmente tem conhecimento sobre HTML e recursos do site, bem como estes são servidos; já o responsável pela Infraestrutura ou TI, tem conhecimento mais técnico sobre como podemos implementar User-Agent sniffing, melhorar Time To First Bite (TTFB), e como vamos lidar com CDN e Cache.

Se ainda ficou com dúvidas em relação a que configuração mobile é melhor para o seu caso, recomendo que procure um profissional qualificado. Prefira pessoas que tenham algum tipo de certificação que consigam argumentar decisões baseando-se na estratégia alinhada com o seu negócio ou em princípios de Usabilidade. Não acredite em argumentos como: “coloca em um diretório porque é melhor para SEO” ou “Responsivo ranqueia melhor no Google”, etc.

Em caso de dúvidas pontuais ou específicas exponha seu caso no Fórum de Ajuda para Webmasters (link abaixo).

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COMO REDIGIR TEXTOS PARA SEO

COMO REDIGIR TEXTOS PARA SEO

Existem elementos técnicos e redatoriais a serem considerados ao se escrever conteúdo para sites, caso a sua preocupação seja ter o texto exibido nos resultados do Google (alguém lendo este tutorial tem algum outro objetivo? :-). Neste tópico do tutorial, focaremos nos aspectos técnicos. Os aspectos redatoriais, que dizem respeito à qualidade do conteúdo, tema escolhido, técnicas de conteúdo para atrair links serão abordados futuramente neste tutorial SEO.

Densidade de palavras-chave

O Google interpreta texto. Não consegue (ainda) interpretar uma imagem para saber do que se trata. Logo, ao redigir conteúdo para um site, é importante que a palavra-chave trabalhada na página seja entendida pelo Google como a mais relevante daquela página. Uma das formas de se conseguir isso é aumentando a densidade da palavra-chave no texto da página. Procure repetir ao menos três vezes a palavra-chave no texto. O plugin para Firefox e Google Chrome SEO Quake permite verificar as repetições de cada palavra-chave em uma página, como no exemplo abaixo, onde analisamos a págima do Google Chrome. Note que a palavra-chave “Google Chrome” é repetido nove vezes na página, incluindo o Título (T) e a Descrição (D):

densidade de palavras-chave

Negritos e itálicos

O Google procura exibir em seus resultados as páginas mais relevantes às palavra-chave buscadas. Uma das formas deo google identificar a relevância de uma página é a ocorrência de negritos e, até certo ponto, itálicos. Como esses textos aparecem em destaque na página, são um forte indício de que o assunto da página está relacionado ao seu conteúdo. Procure colocar ao menos 1 vez em negrito a palavra-chave trabalhada na página.

Sinônimos e variações

Um bom conteúdo não deve ser repetitivo, e repetir uma palavra-chave diversas vezes pode ser parecer não natural, “feio de ler”. Procure utilizar sinônimos, variações, palavra-chave complementares em seu texto. Por exemplo, em um artigo sobre carros, alterne a palavra-chave carro com auto, automóvel, caranga…

Quantidade de palavras-chave por página

Até um tempo atrás, considerava-se como número mágico o mínimo de 200 palavras por página, para que o Google considerasse relevante o conteúdo da página. Alguns estudos atuais sugerem que esse número aumentou, mas ao mesmo tempo podemos perceber que várias buscas trazem em primeiro lugar páginas com pouco conteúdo. A nossa recomendação é por 200 a 300 palavras por página, mas só se isso fizer sentido. Se pouco conteúdo fizer sentido para as pessoas, eventualmente o Google também conseguirá interpretar a qualidade de seu conteúdo. Faça uma busca no Google e veja a quantidade de palavras-chave dos primeiros resultados para ter uma ideia da quantidade de palavras-chave ideal para incluir em seu texto.

Penalidades

Um volume excessivo de uma palavra-chave em uma página pode sinalizar ao Google uma técnica Black Hat chamada “Keyword Stuffing”. O Google pode em casos extremos penalizar o site ou, na maioria das vezes, simplesmente desconsiderar o conteúdo repetido.

 

Sobre o autor: Fundador da SEO Marketing, Bernhard Schultze é líder do comitê de Search da APADI (Associação Paulista de Agências Digitais) e instrutor do curso de SEO da Digitalks. Perfil Google Plus: +Bernhard Schultze

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